quarta-feira, 9 de abril de 2014

Alecrim sofre punição por atos de racismo da torcida ao goleiro do América

O Alecrim foi punido na noite da quarta-feira (2) pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) pelos atos de racismo da torcida ao goleiro do América, Dida. A multa será a perda de dois mandos de campo no Estadual deste ano e R$ 20 mil, na forma do artigo 243 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).
 
Goleiro foi alvo de atos de racismo em partida da Copa RN (Foto: Wellington Rocha)
(Foto: Wellington Rocha)
O fato ocorreu na partida entre o Alviverde e o América, válida pela 6ª rodada da Copa RN. Após o término do jogo, Dida informou que um torcedor alecrinense o chamou de “macaco” após uma defesa. Ainda durante o compromisso, o goleiro foi até o árbitro Suélson Diógenes e relatou o ocorrido.
 
Dida já foi jogador do Alecrim, defendendo as cores do time na série D do Brasileiro. Atualmente o goleiro é um dos destaques do América no Campeonato Estadual e Copa do Brasil.
 
Diante disso, outro detalhe curioso é o fato do goleiro comemorar aniversário justamente nesta quinta-feira (3), um dia após a decisão do TJD. O arqueiro nascido em Belo Horizonte completa 26 anos.
 
Caso recorrente
 
Atos de racismo vêm sendo recorrente na atual temporada do futebol brasileiro. Além do caso de Dida, o volante do Cruzeiro, Tinga, e o árbitro de futebol do Rio Grande do Sul, Márcio Chagas, também foram vítimas do preconceito de torcida em jogo de futebol.
 
No caso de Tinga, a Conmebol, entidade máxima do futebol sul-americano, aplicou multa de U$$ 12 mil (o equivalente a R$ 28 mil) ao Real Garcilaso e o avisou que, caso os atos se repetissem, o estádio do clube seria interditado.
 
Na repercussão do caso do juiz, o Veranópolis-RS foi punido pelo TJD do Rio Grande do Sul com perda de cinco mandos de campo e R$ 30 mil. Diante da situação, Márcio Chagas revelou decepção com o desfecho. “Estou decepcionado. Toda a sociedade brasileira esperava uma posição mais forte”, disse.

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