Faltando menos de 90 dias para a Copa do Mundo no Brasil, as apostas para a competição da Fifa começam a ser feitas. O palpite do destaque e da seleção campeã são os mais questionados. Sem medo de errar, o ex-ponta-esquerda e bicampeão mundial pela seleção Brasileira, Pepe, depositou todas as fichas no atacante Neymar, do Barcelona.
Diante disso, um fator que fortalece ainda mais palpite do ex-atleta é seu histórico currículo. Com 750 partidas na carreira e 405 gols na carreira, Pepe é o segundo maior artilheiro da história do Santos, clube que revelou o craque do Barcelona para o mundo. Sendo assim, apenas Pelé marcou mais vezes que o “Canhão da Vila”, como era conhecido Pepe.
“A minha aposta para a Copa é, sem dúvida o Neymar. Trata-se de um garoto que vi desde o ‘dente de leite’ do Santos e com 12 anos já era o artilheiro, batendo pênalti, cobrando falta. É a grande esperança do futebol brasileiro. A gente depende muito do futebol do Neymar. Apesar da pouca idade, ele joga no Barcelona, uma das maiores das equipes do mundo, e já está acostumado a grandes decisões”, disse.
Além da vasta experiência no clube paulista, atuando ao lado do maior jogador da história do futebol e de Coutinho, Pepe esteve presente nas duas primeiras conquistas da seleção na Copa do Mundo, nos títulos de 1958 e 1962.
Ele fazia parte daquele time juntamente com craques como Nilton Santos, Didi, Pelé e Garrincha. Com 23 na época, o ex-jogador era titular absoluto da seleção até sofrer uma lesão às vésperas da Copa que o tirou do Mundial. Ainda assim, ele embarcou junto com a delegação brasileira para a Suécia. Fatores que fortalecem mais um palpite do bicampeão mundial.
“É uma responsabilidade realmente muito grande, jogar a Copa do Mundo em casa, no Brasil. Somos os anfitriões e a responsabilidade só aumenta. Eu tinha 15 anos de idade quando o Brasil sediou uma edição, quando perdemos para o Uruguai. Agora o Brasil está muito bem preparado e vamos receber muito bem todos os convidados. Dentro do campo a gente continua acreditando muito. Jogando o que sabe, o Brasil pode e deve conquistar essa taça”, frisou.
Um dos pontos fortes de Pepe eram suas cobranças de falta. Exímio cobrador, ficou conhecido por derrubar seus adversários que se arriscavam formando barreiras. Na Taça Intercontinental de 1963 contra o Milan, marcou duas vezes em tiros livres no segundo jogo da decisão.
Pepe trabalhou também por quase 40 anos como treinador, após pendurar as chuteiras. Entre suas maiores conquistas como técnico está o Campeonato Brasileiro de 86, pelo São Paulo. O último trabalho do ex-atleta, hoje com 79 anos, foi na Ponte Preta, em 2006, mesmo ano em que lançou seu livro ‘Bombas de Alegria – Meio século de memórias do Canhão da Vila’.
Nenhum comentário:
Postar um comentário