Superação e persistência são as palavras que o campeão mundial de bocha, Dirceu Pinto precisa traduzir todos os dias de sua vida. Por causa de uma distrofia muscular na cintura, ainda jovem ele perdeu boa parte dos movimentos das pernas, bíceps e abdômen, o que o obrigou a utilizar cadeira de rodas desde os 22 anos.
Considerado um dos mais brilhantes paratletas do mundo, o paulista Dirceu afirmou que conheceu a modalidade por um professor. Segundo ele, a entrada no bocha transformou e melhorou sua vida, mesmo com as dificuldades físicas.“Um professor me apresentou o esporte em uma época muito difícil da minha vida. Eu já estava ficando preso dentro de casa. Minha vida foi transformada, pois passei a viajar bastante para representar o meu estado e o meu país” disse.
Entre as principais conquistas, Dirceu faturou o bicampeonato paraolímpico nos jogos de Londres, em 2012. Além disso, ele já havia vencido o ouro em Pequim e o Mundial em Portugal. Os títulos fazem do craque um dos maiores divulgadores do esporte no Brasil.
Além dele, os campeões Eliseu Santos e Maciel Sousa participaram do Projeto Experimentando Diferenças, que teve abertura na segunda-feira (17) na praça de eventos do Natal Shopping. Os jogadores atuaram nesta terça-feira (18) com crianças de um projeto social paradesportivo e tiveram a oportunidade de incentivar os jovens e repassar experiências.
“Esse é um projeto que mostra para as pessoas a mudança que o esporte paraolímpico causa para o deficiente. Muitas pessoas em casa pensam que a vida acabou, mas esse projeto prova que não. Quem nos olhar, vai ver que também pode conseguir” finalizou Dirceu.
O evento terá duração até o dia 28 deste mês e contará com a participação de vários outros atletas campeões mundiais, como a seleção brasileira de cegos e jogadores de tênis de mesa.
Ídolo
Pelo desempenho na modalidade, é de se esperar um forte assédio de fãs do esporte. Foi o caso do jovem Edmundo Felipe, de 15 anos. Ele também treina bocha e esteve presente no evento desta terça-feira (18) para mostrar suas técnicas e realizar um grande sonho: conhecer Dirceu Pinto.
“É uma emoção muito grande. Não consegui nem dormir ontem. Me espelho muito no Dirceu, sempre vejo todos os vídeos na internet para sempre aprender mais. É um grande ídolo”, disse Edmundo.
O jovem atleta já está seguindo fielmente os passos do ídolo. Com poucos anos no esporte, Edmundo já conseguiu conquistar medalha de bronze nas paraolimpíadas escolares.
Pelo desempenho na modalidade, é de se esperar um forte assédio de fãs do esporte. Foi o caso do jovem Edmundo Felipe, de 15 anos. Ele também treina bocha e esteve presente no evento desta terça-feira (18) para mostrar suas técnicas e realizar um grande sonho: conhecer Dirceu Pinto.“É uma emoção muito grande. Não consegui nem dormir ontem. Me espelho muito no Dirceu, sempre vejo todos os vídeos na internet para sempre aprender mais. É um grande ídolo”, disse Edmundo.
O jovem atleta já está seguindo fielmente os passos do ídolo. Com poucos anos no esporte, Edmundo já conseguiu conquistar medalha de bronze nas paraolimpíadas escolares.
Saiba mais
A bocha estreou no programa paralímpico oficial em 1984, na cidade de Nova Iorque, com disputas individuais no feminino e masculino. Em Atlanta (1996), foi incluído o jogo de duplas. A primeira medalha paralímpica brasileira veio no Lawn Bowls, um tipo de bocha na grama. Róbson Sampaio de Almeida e Luiz Carlos “Curtinho” ganharam prata em 1972, nos Jogos de Heidelberg, Alemanha.
Antes de começar a partida, o árbitro tira na moeda (cara ou coroa) o direito de escolher se quer competir com as bolas de couro vermelhas ou azuis. O lado que escolhe as vermelhas inicia a disputa, jogando primeiro o bolim e uma bola vermelha. Depois, é a vez de a bola azul entrar em ação.
A partir de então, os adversários se revezam a cada lance para ver quem consegue posicionar as bolas o mais perto possível do jack. As partidas ocorrem em quadras cobertas, planas e com demarcações no piso. A área do jogo mede 6m de largura por 12,5m de comprimento.
Para ganhar um ponto, o atleta tem de jogar a bola o mais próximo do bolim. Caso este mesmo jogador tenha colocado outras esferas mais próximas do alvo, cada uma delas também vale um ponto. Se duas bolas de cores diferentes ficam à mesma distância da esfera branca, os dois lados recebem um ponto. Vence quem acumula a maior pontuação.
As partidas são divididas em ends, que só terminam após todas as bolas serem lançadas. Um limite de tempo é estabelecido por end, de acordo com o tipo de disputa. A contagem começa quando o árbitro indica quem fará o lance até quando a bola para. Nas competições individuais, são quatro ends e os atletas jogam seis esferas em cada um deles.
Fotos: Alberto Leandro.
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