quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Árbitro cita seguranças do ABC por impedir aquecimento do São Caetano

O atraso na entrega da relação dos atletas do São Caetano-SP motivado pelo portão trancado por cadeado no estádio Frasqueirão, antes do jogo contra o ABC, foi citado na súmula da partida pelo árbitro Arilson Bispo da Anunciação (BA). Além disso, em seu relatório, ele informou que “seguranças da equipe do ABC que impediam a entrada para o aquecimento no gramado”.

“Fui informado pelo 4º árbitro da partida que houve um atraso na entrega da relação da equipe do São Caetano à imprensa de 15 minutos, devido ao túnel que dá acesso ao gramado estar fechado com dois cadeados e com seguranças da equipe do ABC que impediam a entrada da mesma para o aquecimento no gramado”, relatou o árbitro.

Súmula da partida (Foto: CBF)



Arilson Bispo falou também do fato de ser necessário cerrar o cadeado para abrir o portão do vestiário. “Ao chegar no túnel que dá acesso ao vestiário da equipe do São Cetano, os seguranças da equipe do ABC abriram um dos cadeados e informaram que o outro era da equipe do São Caetano, portanto, não poderiam abrir, pois não tinham a chave. Diante disso, um funcionário do estádio foi designado para cerrar o referido cadeado e o portão foi aberto”, concluiu na súmula.

Questionado sobre o episódio dos seguranças e do cadeado, o diretor executivo do ABC, Ferdinando Teixeira, disse que é ‘chumbo trocado’. “Tem momentos em que a gente é bem recebido, então a gente está dando aqui um tratamento especial. Pergunte ao pessoal do Palmeiras o tratamento que eles tiveram aqui. Aqui é chumbo trocado, tratou bem lá, vai ser muito bem tratado aqui”, relevou.

Cadeado foi cerrado por funcionário do ABC (Foto: Wellington Rocha)

Para o vice-presidente administrativo do clube, Wilson Cardoso, o time paulista que colocou o segundo cadeado no portão. “O ABC sempre coloca cadeado e liberamos o acesso. Quando fomos abrir, apareceu esse outro cadeado por dentro e tivemos que serrar. Entregamos o cadeado ao delegado da partida para entregar ao quatro árbitro. Com o ABC, sempre aparecem interesses diferentes. O cadeado não era nosso e, com um jogo de confronto direto, coisas assim acontecem”, falou.

O supervisor do São Caetano, Bruno de Luca, rebateu as acusações e isentou o clube paulista da culpa pelo incidente. “É um fator que não tem necessidade de se fazer. O ABC é bem recebido em todos os lugares que vai, inclusive no nosso campo também. Ele [Wilson Cardoso] não tem como nos acusar, pois quem fecha o vestiário é a própria equipe do ABC, a gente não tem o menor comando sobre isso. Não tem como culpar o São Caetano”, disse.

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