O atraso na entrega da relação dos atletas do São Caetano-SP motivado pelo
portão trancado por cadeado no estádio Frasqueirão, antes do jogo contra o ABC,
foi citado na súmula da partida pelo árbitro Arilson Bispo da Anunciação (BA).
Além disso, em seu relatório, ele informou que “seguranças da equipe do ABC que
impediam a entrada para o aquecimento no gramado”.
“Fui informado pelo 4º árbitro da partida que houve um atraso na entrega da
relação da equipe do São Caetano à imprensa de 15 minutos, devido ao túnel que
dá acesso ao gramado estar fechado com dois cadeados e com seguranças da equipe
do ABC que impediam a entrada da mesma para o aquecimento no gramado”, relatou o
árbitro.
Arilson Bispo falou também do fato de ser necessário cerrar o cadeado para
abrir o portão do vestiário. “Ao chegar no túnel que dá acesso ao vestiário da
equipe do São Cetano, os seguranças da equipe do ABC abriram um dos cadeados e
informaram que o outro era da equipe do São Caetano, portanto, não poderiam
abrir, pois não tinham a chave. Diante disso, um funcionário do estádio foi
designado para cerrar o referido cadeado e o portão foi aberto”, concluiu na
súmula.
Questionado sobre o episódio dos seguranças e do cadeado, o diretor executivo
do ABC, Ferdinando Teixeira, disse que é ‘chumbo trocado’. “Tem momentos em que
a gente é bem recebido, então a gente está dando aqui um tratamento especial.
Pergunte ao pessoal do Palmeiras o tratamento que eles tiveram aqui. Aqui é
chumbo trocado, tratou bem lá, vai ser muito bem tratado aqui”, relevou.
Para o vice-presidente administrativo do clube, Wilson Cardoso, o time
paulista que colocou o segundo cadeado no portão. “O ABC sempre coloca cadeado e
liberamos o acesso. Quando fomos abrir, apareceu esse outro cadeado por dentro e
tivemos que serrar. Entregamos o cadeado ao delegado da partida para entregar ao
quatro árbitro. Com o ABC, sempre aparecem interesses diferentes. O cadeado não
era nosso e, com um jogo de confronto direto, coisas assim acontecem”,
falou.
O supervisor do São Caetano, Bruno de Luca, rebateu as acusações e isentou o
clube paulista da culpa pelo incidente. “É um fator que não tem necessidade de
se fazer. O ABC é bem recebido em todos os lugares que vai, inclusive no nosso
campo também. Ele [Wilson Cardoso] não tem como nos acusar, pois quem fecha o
vestiário é a própria equipe do ABC, a gente não tem o menor comando sobre isso.
Não tem como culpar o São Caetano”, disse.


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