Sabe
aquele jogo que fica para sempre na memória? Aquela partida que fazemos questão
de assistir novamente, de debater com os amigos na mesa de um bar? Um confronto
que sempre usaremos como exemplo quando o assunto for decisão, superação e
força de torcida? Assim foi Atlético-MG 2x0 Newell’s Old Boys, ontem pela
segunda partida da semi final da Taça Libertadores. “Lutar, lutar, lutar, com
toda nossa raça ‘pra’ vencer...”, esse pequeno trecho do hino nunca foi tão bem
executado.
Foi
um verdadeiro espetáculo. Teve todos os ingredientes de uma fantástica decisão.
O gol de Bernard no início, enchendo a torcida de esperança. O corte perto do olho do
goleiro Guzmán, que o deixou todo coberto por faixas. Uma primeira etapa com 54
minutos e um segundo tempo de quase 60. Um técnico vibrando como um torcedor,
de joelhos, dando carrinho na grama. Apagão no estádio só para aumentar ainda
mais o drama. Gol de Guilherme nos momentos finais do confronto, devolvendo o
placar de 2x0 sofrido no primeiro embate.
Se
não bastasse tudo isso, toda essa mística do duelo, a decisão ainda foi levada
para as penalidades. Não havia mais batimentos cardíacos no peito de cada torcedor
do galo, era um verdadeiro Olodum quase pulando pela boca de cada um. Era
choro, grito e nervosismo. Cada apaixonado respondia de um jeito.
O
drama chegou ao seu auge quando Jô bateu para fora, o Newell’s tinha a primeira
chance de botar um pé na final, mas logo em seguida também não converteu.
Richarlyson vai para a bola e isola, manda muito longe do gol, por cima. Depois
disso o NOB volta a perder a oportunidade. Era coisa de cinema, ninguém mais
conseguia converter. Ronaldinho Gaúcho bate firme e manda a última cobrança
para dentro. Eis o momento de Maxi Rodriguez, o artilheiro mantém seu olhar
frio e firme, parte e... Victor entra de vez para a história do Atlético-MG.
Galo finalista da Libertadores da América 2013!
Miguel Medeiros.

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