quinta-feira, 25 de julho de 2013

"Caiu no Mineirão... GALO CAMPEÃO!"




O Atlético-MG é o campeão da taça Libertadores da América 2013 de forma brilhante, heroica, genial e digna de um roteiro hollywoodiano.

Como todo bom "filme", a trama já começava com muita apreensão. O tempo corria mais acelerado do que as arrancadas de Ronaldinho Gaúcho. O placar continuava tão intacto quanto o brilho da taça que ficava na beira do gramado.

O primeiro tempo sem gols só serviu para aumentar ainda mais a emoção que já transbordava no caldeirão chamado Mineirão. Veio o intervalo.

Naquele momento o sonho estava ainda mais distante. O Galo precisava de no mínimo dois gols para manter acesa a chama da esperança.

O segundo tempo começa e... GOL DE JÔ! Não deu tempo nem de o torcedor zerar o seu cronometro. A chama da esperança brilhava cada vez mais e incendiava de vez o palco da grande final.

Todo esse fogaréu não foi capaz de derreter os campeões do gelo. Derreteu os corações dos 57 mil apaixonados e de todos os verdadeiros amantes do bom futebol.

A festa estava pronta, o grito estava preso. A taça mais linda de todas as competições iria continuar vestida de preto e branco de qualquer forma, já que o tri campeão Olímpia também é alvinegro. Mas faltava um gol, apenas uma bola para o preto e branco com sotaque mineiro ficar mais próximo.

E o que era um gol para o time guerreiro que já havia aplicado quatro contra o São Paulo e cinco em outras duas oportunidades na primeira fase, além de ser o clube que contava com o artilheiro da competição? Se não bastasse a torcida ajudando como um 12º jogador, o campo entrou como um 13º e derrubou Ferreyra na chance mais clara dos paraguaios.

Depois disso, foi aos 41 da segunda etapa que veio um dos momentos mais inebriantes do jogo. Leonardo Silva escorou de cabeça. A bola não conseguiu tocar o fundo das redes, mas não foi preciso. O 2x0 no placar levava a decisão para a prorrogação.

Com os 30 minutos finais apareceram os cartões, as bolas na trave, mais choro, mais desespero, mas nada de gols. Enquanto o Olimpia se entregava as penalidades, com o seu defensivo 9-0-0, o Galo lutava com o seu 0-0-10. Não teve jeito. Pela terceira vez seguida o Atlético precisaria decidir o seu futuro nas cobranças de pênalti.

Esse embate dramático provou que pênalti não é loteria. A primeira cobraça errada de Gimenez deixava claro o quão desequilibrado os paraguaios estavam diante do Galo. Continuaram cobrando bisonhamente e o clube mineiro destacando sua maestria e seus méritos. O final não poderia ser outro. O merecedor Atlético tornava-se de vez o campeão da América.

Do gramado amigo à camisa milagrosa do Cuca. Do apagão no Independência ao gol salvador de Leonardo Silva. Da sorte do talismã Guilherme às defesas de Victor. Do choro ao riso. Do Horto ao Mineirão... Pode comemorar, atleticano, porque agora foi de Belo Horizonte à AMÉRICA! E que venha o Bayern.



Miguel Medeiros. 

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