O Atlético-MG é o campeão da taça
Libertadores da América 2013 de forma brilhante, heroica, genial e digna de um
roteiro hollywoodiano.
Como todo bom "filme", a trama já
começava com muita apreensão. O tempo corria mais acelerado do que as arrancadas
de Ronaldinho Gaúcho. O placar continuava tão intacto quanto o brilho da taça
que ficava na beira do gramado.
O primeiro tempo sem gols só serviu
para aumentar ainda mais a emoção que já transbordava no caldeirão chamado
Mineirão. Veio o intervalo.
Naquele momento o sonho estava ainda
mais distante. O Galo precisava de no mínimo dois gols para manter acesa a
chama da esperança.
O segundo tempo começa e... GOL DE
JÔ! Não deu tempo nem de o torcedor zerar o seu cronometro. A chama da
esperança brilhava cada vez mais e incendiava de vez o palco da grande final.
Todo esse fogaréu não foi capaz de
derreter os campeões do gelo. Derreteu os corações dos 57 mil apaixonados e de
todos os verdadeiros amantes do bom futebol.
A festa estava pronta, o grito estava
preso. A taça mais linda de todas as competições iria continuar vestida de
preto e branco de qualquer forma, já que o tri campeão Olímpia também é
alvinegro. Mas faltava um gol, apenas uma bola para o preto e branco com
sotaque mineiro ficar mais próximo.
E o que era um gol para o time
guerreiro que já havia aplicado quatro contra o São Paulo e cinco em outras duas
oportunidades na primeira fase, além de ser o clube que contava com o
artilheiro da competição? Se não bastasse a torcida ajudando como um 12º
jogador, o campo entrou como um 13º e derrubou Ferreyra na chance mais clara
dos paraguaios.
Depois disso, foi aos 41 da segunda
etapa que veio um dos momentos mais inebriantes do jogo. Leonardo Silva escorou
de cabeça. A bola não conseguiu tocar o fundo das redes, mas não foi preciso. O
2x0 no placar levava a decisão para a prorrogação.
Com os 30 minutos finais apareceram
os cartões, as bolas na trave, mais choro, mais desespero, mas nada de gols.
Enquanto o Olimpia se entregava as penalidades, com o seu defensivo 9-0-0, o Galo
lutava com o seu 0-0-10. Não teve jeito. Pela terceira vez seguida o Atlético precisaria
decidir o seu futuro nas cobranças de pênalti.
Esse embate dramático provou que pênalti
não é loteria. A primeira cobraça errada de Gimenez deixava claro o quão
desequilibrado os paraguaios estavam diante do Galo. Continuaram cobrando
bisonhamente e o clube mineiro destacando sua maestria e seus méritos. O final
não poderia ser outro. O merecedor Atlético tornava-se de vez o campeão da
América.
Do gramado amigo à camisa milagrosa
do Cuca. Do apagão no Independência ao gol salvador de Leonardo Silva. Da sorte
do talismã Guilherme às defesas de Victor. Do choro ao riso. Do Horto ao
Mineirão... Pode comemorar, atleticano, porque agora foi de Belo Horizonte à
AMÉRICA! E que venha o Bayern.
Miguel Medeiros.

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