Fazer uma
boa campanha na primeira fase de determinada competição e ter regalias na fase
seguinte, o que seria normal de todo campeonato, não é certo? Errado! Na Taça Libertadores
e no Campeonato Paulista não é bem o que acontece. Todos os anos o melhor
colocado está tendo desvantagem nas partidas finais, mesmo obtendo uma campanha
excepcional no início.
Começo
justamente por este ano. O Atlético-MG fez uma campanha brilhante na
Libertadores, vencendo 5 jogos de 6 disputados, somando nada mais nada menos
que 15 pontos. Sua única vantagem nas oitavas de final será decidir em casa,
pois enfrentará o São Paulo, tri campeão do torneio. É fato que o time paulista
foi o que teve a menor pontuação entre os 16, mas será mesmo que é o pior entre
os classificados? Não acredito que essa pontuação determine isso, até porque algumas
colocações foram decididas pelo saldo de gol. Enquanto o Galo disputa esse
clássico brasileiro, o Grêmio (2º colocado do seu grupo com apenas 8 pontos)
pegará o fraco Santa Fé.
Ainda na
Libertadores, em 2010 ocorreu um fato parecido, o Corinthians com a melhor
campanha disputou vaga com o Flamengo e acabou sendo eliminado. No ano
seguinte, enquanto o Timão (3º) teve o embate com o fraquíssimo Emelec, o
Fluminense (2º) cruzou com o Internacional. Já no Paulistão deste ano, o Santos
terminou em 3º e vai pegar o Palmeiras, em contrapartida o Botafogo terminou em
sétimo e disputará com o Mogi Mirim. Nesse estadual a vantagem é ainda menor,
um exemplo claro está no tricolor do Morumbi, que mesmo com 5 vitórias a mais e
13 pontos de diferença do Penapolense, levará a decisão para os pênaltis em
caso de empate. Cadê a vantagem nisso?
Poderia
passar horas escrevendo infinitas páginas relatando esses e outros fatos injustos
ocorridos devido à esse pífio regulamento, mas parto agora para as possíveis soluções.
Para a Libertadores, o time de melhor campanha decidiria em casa e escolheria o
seu adversário, o vice, além de também ter o jogo de volta em seu estádio,
seria o segundo a escolher e assim por diante. Já para o Paulistão, o líder
jogaria em casa e teria a vantagem do empate, assim fazendo justiça à sua boa
campanha inicial.
Diante de
tais soluções, agora sim enxergamos alguma vantagem em ser o melhor, em
conquistar mais pontos, em se destacar. Além disso, motivaria mais os clubes, despertando
mais vontade de vencer tanto para ter essas regalias, como para surpreender
quem escolheu. Imagine a raiva de um time após ser escolhido para um jogo, é
quase uma afronta, a gana de eliminar o “prepotente” seria algo incrível. Um
bom tempero para o futebol.
Miguel Medeiros.
achei ofensivo, deleta
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