Tolima 2x0
Corinthians, lembram desse jogo? Pois é, essa tinha sido a última derrota do
Corinthians em competições internacionais. Com seus 16 jogos de
invencibilidade, estava faltando apenas mais um para igualar o recorde ímpar do
Sporting Cristal (17 jogos entre 1962 e 1969). A marca caiu por terra diante do
Tijuana, líder do grupo até então com 6 pontos e jogava em casa, ou seja, já
era de se esperar uma partida difícil. O primeiro tempo terminou na igualdade
de 0x0, mas na etapa complementar, aos 20 minutos, Javier Gandolfi empurrou
para as redes e decretou a derrota paulista. O Corinthians não perdeu apenas
neste lance, foram sete atos diferentes que culminaram no revés.
Começo
justamente pelo gol do Javier. No lance, no mínimo dois jogadores do Tijuana
estavam em posição irregular, entre eles o autor do gol. Impedimento claríssimo
não marcado pelo juiz Victor Carillo. Além do lance, o árbitro não foi bem no
decorrer da partida, deixando com que o confronto tomasse um rumo negativo para
as diversas confusões.
Uma segunda
falha foi o pensamento pequeno de Tite. O comandante do time campeão mundial
foi para o México objetivando um humilde empate contra os debutantes do
torneio. Uma meta muito pequena para uma equipe que pretende o bicampeonato.
Foi com essa tática que Adenor conseguiu levar o clube ao título no ano
passado, é verdade, mas a Libertadores 2012 acabou, agora estão em um novo
campeonato, e uma hora essa “covarde tática” iria trair o professor.
Falta de
criação seria o terceiro ato. O clube paulista não conseguiu criar nenhuma
jogada em todo o segundo tempo. Foram apenas duas finalizações, a primeira
delas com Guerrero e a segunda com Paulinho, ambas por puro individualismo dos
jogadores. Além disso, não conseguiam ficar com nenhuma sobra e nenhum rebote
(4º ato), parecia faltar gana nessa hora e a bola ficava com os mexicanos.

O gramado
foi um 12º jogador do time mandante. Apenas Paulinho não encontrou dificuldades
com a grama sintética, grama que por sinal era para ser vetada do torneio. É
inadmissível a Conmebol liberar um gramado de “pelada de fim de semana”. Sim,
grama sintética não combina nem um pouco com futebol profissional.
O sexto ato
foi a falta de sorte. Paulinho marcou duas vezes, mas em posição caprichosamente
irregular. Por fim, Tite demorou muito a mudar o time, talvez se tivesse
colocado Romarinho mais cedo ele tivesse tempo de criar alguma oportunidade de
gol.
O
Corinthians estava irreconhecível, mereceu a derrota em todos os momentos do confronto.
A sorte é que perdeu quando podia. Agora é necessário correr atrás do prejuízo
e vencer o jogo de volta no Pacaembu, que, diante da diferença entre as duas
equipes, não será tão difícil assim.
Miguel Medeiros.
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