sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

As múmias saíram da tumba e assustaram

      Elenco com apenas 25% do valor do plantel corinthiano. Sim, essa era a primeira informação vinculada pela mídia a respeito do Al Ahly, time egípcio que enfrentou o Corinthians pela semifinal do Mundial de Clubes da FIFA. Diante disso, todos acreditavam em uma vitória elástica, sem dificuldades. Muitos falavam até em um “treino” para pegar o Chelsea. E quem mencionou tais palavras, se enganou.
                       Após esses primeiros pensamentos, a bola rolou. Corinthians começa superior e abre o placar aos 30 minutos do primeiro tempo, no cruzamento de Douglas, Guerreiro escorou de cabeça para o fundo das redes. Soberano na posse de bola e no placar, toda aquela ideia a respeito do time egípcio começou a cair por terra. O jogo foi passando e a posse de bola alvinegra cada vez diminuindo. O Corinthians estava caindo de rendimento? Ainda não, era o Al Ahly que crescia.
                     Assim, veio o segundo tempo, e com ele o nervosismo corinthiano. A marcação não era mais a mesma, muito menos o envolvimento no jogo. O que estava acontecendo com o Timão? Seria realmente apenas aquela emoção que o Corinthians gosta de passar em todo jogo ou a vitória realmente estava em risco? As duas coisas juntas! Cada finalização diante de Cássio fazia o coração dos 31 mil espectadores do Toyota Stadium acelerar.
Diante disso, só restava esperar o jogo acabar. E, depois de muito sufoco e suor, foi o que aconteceu. A vitória magra e duvidosa veio, mas será que o futebol apresentado em Toyota será repetido diante do Chelsea? Essa é a dúvida que paira na cabeça do fiel torcedor. O baixo rendimento no segundo tempo é a única perturbação que o alvinegro vai levar para o jogo da final.
                     É incontestável que o plantel dos ingleses é superior ao do Corinthians, mas, teriam eles a garra do todo poderoso? Teriam eles apoio igual ao do “bando de loucos”? Fatores externos e intrínsecos fazem com que os finalistas disputem a taça com 50% de chance para cada lado. A respeito disso, em entrevista ao Jornal “Lance”, o autor do gol, Paolo Guerrero, afirmou: “teremos que jogar pra c...”, e o Corinthians em decisão sempre acaba jogando como o camisa 9 espera, as vezes com pouco brilho, mas sempre com grande eficiência. Teremos um grande jogo, não há dúvida.

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